A incidência de câncer de mama tem
aumentado desde o início do século, mas especialmente nos últimos 30 anos.
Apesar do aumento, a mortalidade pela doença tem diminuído, graças à maior
vigilância por parte das mulheres e à possibilidade de diagnóstico precoce
conferida pela mamografia rotineira. Doença rara nos homens, uma em cada
oito a dez mulheres apresentará câncer no seio no decorrer da vida.
Os
seguintes fatores biológicos ou ligados ao estilo de vida interferem com o
risco:
1. Idade: é de importância crítica. O risco aumenta dez vezes quando
comparamos mulheres de 60 anos com as de 30. Na faixa etária dos 70 aos 75
anos, esse risco é 17 vezes maior do que nas de 30 aos 35 anos.
2. História familiar: embora na maioria dos casos não seja possível
identificar familiares portadores da doença, a existência da enfermidade num
parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) aumenta o risco de 1,5 a três
vezes.
Estilo de vida e fatores biológicos interferem no risco
Existe uma característica genética, entretanto, que aumenta muito a
probabilidade: é a presença dos genes BRCA1 e BRCA2. Na população geral,
esses genes ocorrem em cada 500 a 800 mulheres, mas, entre os judeus de
ascendência Ashkenazi, a prevalência é muito mais alta. De 50% a 85% das
mulheres portadoras de BRCA1 ou BRCA2 um dia terão câncer de mama. A
presença desses genes também aumenta substancialmente o risco de câncer de
ovário (de 20% a 40% no decorrer da vida). Riscos dessa magnitude justificam
em casos selecionados a retirada profilática das mamas e/ou dos ovários.
3.
História reprodutiva: mulheres que encerraram a fase reprodutiva sem
nunca ter engravidado correm maior risco. As que tiveram filhos antes dos 20
anos correm risco 1,9 a 3,5 vezes mais baixo. As gestações subseqüentes
exercem impacto menor.
Quanto mais cedo ocorrer a primeira menstruação (menarca) maior é o risco.
Mulheres que tiveram menarca aos 12 anos e passaram a menstruar regularmente
desde então, correm risco quatro vezes maior do que aquelas com menarca aos
13 anos, que tiveram irregularidade menstrual nos primeiros ciclos.
Quanto mais tarde acontecer a menopausa, maior o risco. Menopausa aos 45
anos confere risco 50% mais baixo do que aos 55 anos. Menstruar por mais de
40 anos dobra o risco em relação às mulheres que o fazem por 30 anos.
Mães que
amamentam seus filhos durante mais tempo têm menor probabilidade, por
provável redução do número de ciclos menstruais.